sábado, 30 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine


Primeiro trabalho no teatro, na peça ‘O Pranto da Virgem’, onde tive de cantar Ave Maria de Gounod.


Programa ‘Jazz entre Amigos’. Canal 5-Espanha.


Programa ‘O Povo na TV’, divulgando o filme, ‘Escândalo na Sociedade’.


Publicação: revista ‘Diez Minuros’, Espanha.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine


Elenco da peça, “Con los Pelos de Punta”, de minha autoria, em Madrid, na Espanha.


Elenco da peça "Hotel Puramente Familiar".


Gravando a série “Cine Por Un Tubo”, para o Canal 2- TV Estatal Espanhola.


Intervalo das gravações.


Gravando com Mr. Sam.



No teatro com o ator André Resende.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine

Noelle Pine no programa "Chuva de Estrelas" (Tele 5), na Espanha.

Um a um, fale destes trabalhos:

Com Los Pelos
Com los pelos de punta é uma comédia de minha autoria, escrita em espanhol, que fiz na Espanha, está registrada lá na Sociedade de direitos intelectuais de Madrid, e apresentamos em alguns Teatros de Andaluzia.

O Pranto da Virgem Maria
Foi a minha primeira peça de teatro profissional, uma peça sacra, onde tive que, ousadamente, cantar, Ave Maria de Gounod...rs 

Dizem que sou bem afinadinha, mas cantar uma ópera, realmente foi muito atrevimento... Nunca desisti de nada sem tentar, e acho que valeu a experiência. Ademais, o diretor dessa peça foi também meu professor de teatro e, posteriormente, meu marido...rs Fiz também outra peças sacras e uma freira num seriado da TV Espanhola.

Fale do CD gravado. O que te levou a querer gravar um CD?
A música sempre me fascinou; tanto que gosto de todo tipo de música: de ópera a forró. Penso como Paul McCartney quando diz que só há dois tipos de música: a boa e a ruim. Componho algo e estive para gravar com a RCA, um CD com composições minhas e melodia minha e do Hélio Satesteban, um dos componentes do grupo "Pholhas", que para quem não sabe foi um dos grupos mais famosos da década de 70/80. Hoje eles são donos do maior estúdio de gravação de São Paulo, onde gravam os grandes astros de nossa música: De Zezé de Camargo, Roberto Carlos e Paula Fernandes.

Por incrível que pareça, nosso projeto foi vetado pela censura (maldita) porque minhas letras tinham um teor sensual e um dos títulos era, ‘Fuzarca no Paraíso’...Nunca vou me esquecer disso...rs  Também tinha um noivo hiper ciumento na época, e quando o Hélio me ligava pra irmos pro estúdio, ele atendia e o admoestava. Com tantos inconvenientes, o projeto foi esfriando e a RCA desistiu. Eles pensavam fazer de mim uma nova Gretchen, com letras e rebolado sensual, mas me atrevi e mexi com a Igreja em duas das minhas letras... Rs... (Não era pra ser...).

Então o fato de gravar o CD para aquele trabalho na Espanha, não era novo pra mim, inclusive compus as músicas, letras e melodia e também fiz segunda voz em algumas. Tenho uma no CD que se chama "Balada para John Lennon", que é a minha preferida e quem a conhece sempre me pede para tocá-la. Também toco violão e guitarra. ‘Se cuida Dire Strait’...rs

Como havia o seu trabalho como cantora?
Modéstia a parte, acho que tenho bom ouvido pra música, canto afinadinho, mas me considero só uma atriz que canta, e não o contrário. Também acho importante para o ator tentar aprender sempre para não se limitar à hora de assumir um determinado papel.  Saber dançar, cantar e ter outras habilidades te abre esse leque de possibilidades. Nos Estados Unidos isso tem muita relevância. O Antonio Banderas, por exemplo, ‘explodiu’ em fama quando fez o filme ‘Evita Peron’. Na Espanha ninguém sabia que ele cantava.

Comente a respeito do seu trabalho em ‘Vidas Roubadas’, no SBT.    
Foi a novela que fiz no SBT, fazia o papel de Joana, personagem que é assassinada pelo marido e logo a trama gira em torno desse assassinato. Tinha carteira assinada, convênio médico, coisas que não tínhamos na indústria do cinema. Esse trabalho me rendeu depois trabalhos nos humorísticos da casa , como  o Programa Moacir Franco, Bozo, e uma série que fiz que se chamava,  "A criada mal criada", que foi exportada para o México.

Como é para uma atriz, marcada por grandes papéis no cinema, atuar em uma telenovela?
Olha, a linguagem é bem diferente. Televisão é tudo muito veloz, muito ‘industrializado’, você trabalha pra uma infinidade de ’patrões’ que são os patrocinadores; aquela coisa estressante de tem que agradar se não sai do ar...rs...  Mas por outro lado, evidentemente, te dá mais projeção, porque você entra na casa das pessoas todos os dias sem pedir licença. Em Hollywood, um ator de cinema pode ser tão famoso quanto um de TV, mas aqui, que temos a cultura de nos sentarmos na sala e esperar que nos tragam a única diversão a que temos acesso por motivos óbvios, nem poderia ser diferente.

Como foi seu trabalho nos humorísticos no SBT?
Muito válido, porque aprendi com grandes profissionais como Antonino Seabra, Moacir Franco, Valentino Guzzo, e vi que fazer comédia é paradoxalmente bem duro... Fazer com que as pessoas esqueçam suas mazelas e riam até das próprias desgraças é um mérito que nem todo ator tem. Também havia aqueles esquetes em que é difícil conter o riso...Muito legal mesmo.

A sua relação com a Espanha, conte a respeito.
Foi uma experiência maravilhosa em vivências boas e ruins, mas que sempre culmina com o aprendizado e, consequentemente o crescimento pessoal, profissional e, sobretudo, espiritual. Todo ser humano deveria experimentar ser o forasteiro em outro lugar para poder valorizar aquilo que se tem tão próximo. Tive momentos em que a saudade, traduzida em lágrimas, quase podia encher o oceano que cruzei para chegar lá. Mas têm coisas da cultura Espanhola que gostaria muito que incorporássemos à nossa. Aprendi o que é o enraizamento de uma cultura em um povo e o que isso representa para o desenvolvimento de uma nação. Mas também aprendi que não há nenhum paraíso na Terra. Todos nós estamos aqui nessa Nave de mistérios e o ideal seria que falássemos todos nós a mesma língua, em todos os sentidos. Me casei lá, me descasei, me nacionalizei e conheci pessoas tão maravilhosas que a amizade perdura até hoje, independentemente da distância geográfica. Sinto muita falta, principalmente do acesso que as pessoas têm à cultura: Ver bons espetáculos, teatro, cinema, grandes musicais e ter países a tão curta distância com cultura da mais diversificada também ajuda nesse sentido. Adoro o idioma Espanhol e assisto sempre os canais de lá para não perder a prática...Olé...rs

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine


Você posou nua em algumas revistas. Como era esse trabalho?
O nu para mim no cinema veio sempre quando estava escudada por uma personagem, sempre foi muito fácil, mas o chamado ensaio sensual das revistas onde o intuito é somente mostrar o corpo, nunca me satisfez por inteiro, embora naquela época o nu era bem mais recatado, digamos...

Mas como fotografei com grandes profissionais da época como Cinira Arruda, Dimas Schitinni,  considerados profissionais de grande prestigio, achei a experiência bem interessante e, como achava meu corpo bonito para mostrar, tenho que confessar que algo do meu ego narcisista de artista se sobressaía...rs

Por que você era uma das atrizes mais requisitadas na Boca?
Acho que qualquer trabalho desenvolvido com responsabilidade, camaradagem, respeito e, sobretudo, amor pelo que se faz, torna um profissional digno de respeito e por tanto, recebe em troca aquilo que oferece.

O que fazia, dentro dezenas de mulheres, você se destacar tanto?
Pois quase respondo o mesmo da pergunta acima, mas vale lembrar que, embora se requeria para aqueles papéis atrizes com um belo corpo, também se valorizava todas estas qualidades, tendo em vista que os produtores faziam filmes com recursos próprios.

Quais eram os principais ingredientes para uma atriz se tornar uma Musa da Boca do Lixo?
Não se pode negar que em principio buscassem atrizes com corpos esculturais, atributos que exigia o público que lotava as salas de cinema do centro de São Paulo para ver suas musas nas chamadas pornochanchadas. Coisa que continua acontecendo hoje em novelas até em horário impróprio, porque parece que o ser humano tem essa predisposição de cultuar o erotismo em todo tipo de arte. Algumas daquelas atrizes se tornaram Musas porque foram vistas por algum caça-talentos da época e foi por puro acaso. No meu caso, primeiro estudei, fiz teatro e depois fui para onde estava a Meca...rs 

Mas foi melhor assim...

Fale a respeito do filme Império do Pecado
Este filme tinha um enredo muito bom, foi dirigido pelo Marcelo Motta (o mesmo que dirigiu Chapeuzinho Vermelho), e foi produzido por Rafaelli Rossi (que fez o, Coisas Eróticas, e ficou milionário produzindo filmes de sexo explicito na posterior etapa do cinema da Boca. Hoje se intitula, 'O império do sexo explícito', contendo até cenas de zoofilia, o qual me nego a assistir. É muito triste ver um trabalho deturpado desta forma...

Fale a respeito do ator Oásis Minitti.
Quando conheci Oásis Minitti, ele era advogado, mas também trabalhava como ator, era casado e me pareceu uma pessoa encantadora, embora, na minha humilde opinião deixasse muito a desejar como ator. Protagonizamos dois filmes juntos e ele foi o único ator com quem contracenei que tive dificuldades no set por questões óbvias. Se um ator não ‘incorpora’ bem o personagem dificulta para o colega. Ele se tornou depois o maior ator de filmes pornográficos daquela segunda etapa da Boca e quando voltei da Europa soube que ele havia morrido de Aids. Foi uma desagradável surpresa pra mim que o conheci nos seus começos.

Como viu a chegada do sexo explicito no cinema?
Como o anúncio da decadência do nosso cinema em todos os sentidos. Na arte é inadimissível que se faça um trabalho pior que outro. Os profissionais que se corromperam, talvez vizando só o lado comercial daqueles filmes, cavaram não só a sua própria cova como também enterraram outros que não aceitaram participar daquele seguimento.

Sempre digo que qualquer um tem o direito de vender sua alma ao diabo desde que venda só a sua. Ademais, fizeram um cinema pobre, esteticamente patético, sem conteúdo e, de certa maneira subestimando um público que pagava pra ver aquilo. Nunca entendi essa decisão de alguns profissionais que poderiam ter se oposto àquele mercado e fortalecido nossa fábrica de sonhos. Começaram assim a implantar a Cracolândia onde deveríamos ter hoje nossa Calçada da Fama.

domingo, 24 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine

Primeira capa que Noelle Pine editou para o lançamento do seu livro.

A atriz Zilda Mayo esteve presente no lançamento do livro.


"Este é o diretor do Grupo Editorial Arlequim, meu amigo Waldemar Jorge Menendez Marchetti, que é uma dessas pessoas que a vida te coloca no caminho pra poder entender a verdadeira nobreza do ser humano".


"À minha esquerda o meu mestre, Clery Cunha, cineasta de grande prestigio que contribuiu ativamente no chamado Cinema da Boca do Lixo, deixando seu legado em grandes filmes como: "Joelma 23 andar", "O Rei da Boca", "Os desclassificados" e muitos outros. Á minha direita o grande diretor de fotografia, Antonio Ciambra, tido como indispensável nas grandes produções de Osvaldo Massaíni. A fotografia de Ciambra seria reconhecida mesmo que seu nome não constasse nos créditos dos filmes. Nos fazia esperar horas, medindo, ajeitando e criando suas luzes...rs  Neste caso, a “arte da espera’ valia a pena".


"Meu amigo Clery Cunha (dirigindo a foto...rs) e alguns técnicos do nosso cinema, amigos que me honraram com sua presença no lançamento do meu livro, "Luz, cama, ação!".

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine



Fale a respeito do filme Sexo Profundo.
O filme conta a história de uma mulher que ao ser humilhada pelo marido com diversas traições, decide se vingar em grande estilo: sozinha. Numa casa, ela convida diversos parceiros, deixando aflorar toda a sua sensualidade. Dirigido pelo cultíssimo e talentoso, Valdir Kopesky, que posteriormente lançou o livro, "Diretores da Boca", mas que depois que voltei para o Brasil, soube que se enveredou pelo gênero do sexo explícito, o que me deixou desconcertada, conhecendo as potencialidades desse grande profissional.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

6 anos hoje!!!

Arte: Denison Lemos.

As musas da Boca do Lixo e o mestre R.F.Lucchetti chegam para saudar o sexto aniversário do blog Os Curtos Filmes. Muito agradecido a todos pela audiência recorde que o blog conquista a cada dia.

Algumas mensagens de amigos e parceiros a respeito desta data:

"Os Curtos Filmes, completa 6 anos, um jovem menino em idade, mas velho em conhecimentos. Sempre nos surpreendendo com as realizações e sonhos dos iniciantes da sétima arte aos consagrados artistas sem nenhuma distinção. Parabéns Rafael Spaca, pela iniciativa, perseverança e principalmente por nos presentear com inúmeras e enriquecedoras entrevistas".
Ana Tavares

"Rafael Spaca, o trabalho do artista se completa com o olhar cúmplice do outro, igual aconteceu contigo, quando me proporcionou através do SESC-SP a melhor exposição do meu trabalho em São Paulo. Sou muito atento também ao belo trabalho que você está realizando em prol do cinema. Forte abraço!".
Zé Andrade

"Quero parabenizar este brilhante e eficiente profissional Rafael Spaca pelo seu blog que completa 6 anos. Me sinti honrada pelo convite que recebi dele para uma protagonizar a série ‘5 Estrelas da Boca’ – junto com outras amigas - sobre minha carreira no cinema e TV .A repercussão daquela série que ele fez em minha homenagem foi tanta que até já recebi convites para trabalhos. Keep up the good work my friend !".
Novani Novakoski

"Olá, queridos amigos do Blog OS CURTOS FILMES, neste ano que o Blog completa 6 anos de idade, quero desejar meus eternos parabéns que ele continue, simplesmente porque é maravilhoso e serve e sempre servirá para nos informar do que mais amamos: FILMES! E quem ganha o presente somos nós por estamos aqui, parabéns a todos nós!!!".
Jussara Calmon

"Pobre curta metragem! Nasceu com vocação libertária, independente... síntese da ruptura com os padrões formais da linguagem cinematográfica, tradução de uma arte revolucionária, mágica... feito de pontas de negativos sobras do irmão mais velho em tempos nem tão remotos, como remotos são os controles que controlam sua exibição formal e controversa de imagens delirantes, subversivas, explosivas, criativas, improvisadas... haloperidol!!! Acabou meu tempo, sou curta-metragem, vivo na camisa de força. Salve, Rafael Spaca e TV Cronópios! Os Curtos Filmes neles!!!".
Vitor Lustosa 

"Parabéns Os Curtos Filmes! Parabéns pelos seis anos de vida! Que você continue no ar, por muitos anos! Sempre nos dando alegria de ler matérias e entrevistas excelentes!!! Parabéns por manter viva, a memória do Cinema Nacional, principalmente o da Boca do Lixo!!! Sucesso sempre, beijos".
Vanessa Alves

terça-feira, 19 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine

Noelle e Roberto Miranda.

Fale do filme ‘Incesto’. Quais as suas principais lembranças desse filme.
É incrível você me perguntar, precisamente, sobre este filme...Nele tive uma participação bem pequena, mas foi bem marcante por dois motivos: Foi dirigido pelo grandioso Fauzi Mansur, onde o conheci e tive a honra de ser chamada por ele para elogiar minha interpretação, e dizer que no próximo filme me daria um papel melhor porque eu era ótima atriz. Aquilo foi demais pra mim!  O filme conta a história incestuosa de dois primos que passam uma temporada numa casa de campo onde o rapaz se dedica a filmar casais desconhecidos em situações sexuais e é quando ele filma sem querer um assassinato.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

5 Estrelas da Boca: Noelle Pine


Ensaio sensual por Cinira Arruda


Ensaio sensual para a "Revista Homem".


O público, te assediava nas ruas com a revista em mãos?
Nunca! Por incrível que pareça, na Espanha sim. Lá posei para uma revista de muito prestigio que se chama Interviu e algumas vezes era reconhecida pelos marmanjos , revista em riste, perguntando, “eres tú”?

Havia rivalidade entre as atrizes da Boca do Lixo para saber qual era a mais bela?
Olha, eu tive a sorte de não viver isso na própria pele, mas presenciei uma cena um dia que jamais vou esquecer. Seria cômico se não fosse trágico. Fui assistir uma peça no Teatro Hilton, (chique no último), era também do Ronaldo Ciambroni e se chamava, "As Filhas da Mãe". Trabalhava as mais cobiçadas estrelas do cinema daquele momento: Aldine Muller, Helena Ramos e minha amiga, Zaíra Bueno, que hoje mora em Los Angeles. O teatro estava lotado, fila até a esquina da Ipiranga...No meio de uma cena, a Zaíra deu um bofetão no rosto da Helena e isso, evidentemente, saiu do contexto da peça. No primeiro momento até eu pensei que fazia parte do espetáculo, mas a Helena revidou, começaram a puxar os cabelos, e saiu o Kiko Jaess, diretor da peça, disse ao público que houve um problema técnico, puxou as duas e fechou as cortinas. Foi hilário e bizarro ao mesmo tempo...rs Era guerra de estrelas....rs


domingo, 17 de agosto de 2014

Rafael Spaca




5 Estrelas da Boca: Noelle Pine


Folha da Tarde (1982)

Folha de S.Paulo (1981), coluna do Jotta Santana





Como era sua relação com o saudoso e sensacionalista jornal ‘Noticias Populares’?
Nossa, que saudade...!  O "Notícias", acho que era o maior fã das atrizes de cinema...rs

Sempre estávamos na capa. Era até engraçado...Como era um jornal sensacionalista que estampava na capa fotos estarrecedoras de crimes, catástrofes etc, sempre havia a foto de uma de nós em pose sensual que contrastava com o titulo. Era o jornal mais vendido da época. Agora fica a pergunta: compravam porque sempre havia nossas fotos lá, ou o público depois espremia pra ver se saía sangue...? Rs...

Teatro
Minha formação artística, digamos, foi no teatro. Estudei artes cênicas com a grandiosa Miriam Muniz e o respeitadíssimo formador de atores Silvio Zilber (ambos eram professores da prestigiosa Escola de Atores Macunaíma). Quando fui para o cinema já tinha esta bagagem. Fiz onze peças de teatro, algumas paralelamente ao meu trabalho no cinema. Quando fiz “A Outra Face”, dirigida pelo Clery Cunha, ele me convidou para fazer o filme, "O Rei da Boca”, que foi um boom naquela época, com o talentoso Roberto Bonfim que interpretava um cafetão.