segunda-feira, 30 de novembro de 2015

interrogAção


Na ideia de estrela, de musa, à época, havia uma noção de afastamento, de distância e de inacessibilidade. Escrever a respeito de Daliléia Ayala é isso, impossível fazê-lo em termos habituais, sem a certeza de achar as palavras corretas. Uma atriz que nos faz sonhar diante da uma tela de cinema. Vê-la é observar tudo que se passa num corpo e num rosto em plena transformação, e nossos olhos nunca ficarão cansados de tanto a ter observado e escutado durante um filme.

sábado, 28 de novembro de 2015

Rafael Pucca


Ator, produtor, apresentador e diretor. Atua e dirige curtas-metragens como “Abstinência” e “Aviãozinho”, ambos produzidos na Reticom Filmes. Em 2011, volta a atuar nos curtas "Noite Infeliz", "O Mal que Habita" e "Estocolmo". Atualmente, é produtor e apresentador da TV Guia do Ator.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Gosto de fazer curtas para exercitar o ofício, me desafiar a fazer personagens diferentes e que me identifico, trabalhar com pessoas diferentes.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Tive poucas experiências com curtas, mas bem bacanas. No curta "Noite feliz", interpretei um "garanhão", já em "O Mal que habita", minha pequena participação foi como um zumbi que era assassinado. No último, "Estocolmo", foi como um policial infiltrado em uma quadrilha de sequestradores e que acabava se envolvendo com a refém. Essa versatilidade e rapidez de transitar entre personagens me atrai muito.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que essa falta de espaço é sentida por diversos setores das artes cênicas. No teatro, também reclamamos da falta de espaço e oportunidade para novas produções, textos, atores e diretores, apesar de ser um caminho menos tortuoso. Suponho então, que o curta-metragem é visto pela maior parte da mídia como um veículo de experimentação artística, uma fase de transição até longas-metragens, uma imagem que pode ser mudada pelos cineastas, pelos grandes estúdios, para que o público e a crítica tenham maior interesse em divulgar essas obras. Um outro fator bastante relevante, é o desconhecimento do grande público com relação a esses filmes.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Curtas poderiam ser exibidos antes de filmes, depois dos trailers, anunciados junto com o filme em cartaz. Poderiam ser usados em escolas, em programas de educação, em empresas, como treinamento, mais festivais e com maior divulgação, participação de atores e diretores conhecidos do grande público, pelo menos em um primeiro momento. Acho que seria um começo razoável.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Depende da comunicação, principalmente entre atores e diretores. Não adianta um ator querer experimentar se o diretor não o permite, e o mesmo acontece quando o diretor quer tentar algo novo e o ator não é disponível. Acredito que na maioria das vezes, a harmonia prevalece, mas ainda precisamos de mais diretores de atores, que saibam falar com o ator. As escolas precisam dar mais atenção a esse quesito. Entre os outros profissionais, o primordial é que falem a mesma linguagem, para que possam experimentar juntos.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Pode ser. Acho que depende mais da dedicação e persistência do ator do que do curta em si. O mercado está cheio de atores que fazem muitos curtas com a intenção de chegar a um longa, mas como você vai fazer um bom trabalho no curta se só pensa no longa que ainda nem chegou?

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não sei se existe receita. Acho que como tudo na vida, precisa de dedicação, disciplina e persistência. No Brasil, as coisas são mais difíceis, mas não impossíveis. Com uma boa formação, estando sempre em contato com profissionais do meio, apostando em roteiros autorais e estando sempre por dentro de editais, festivais e afins. É um desafio.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Bastante. Tenho alguns argumentos para serem roteirizados, vamos ver.

Pedro Gracindo


Ator. Atuou na série "Clandestinos - O sonho não acabou", na TV Globo. 

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Acho que o ator, independente de qualquer plataforma, vive em busca de bons personagens, boas histórias, e meios para experimentar o seu trabalho. Como estou sempre envolvido e tomado pelo teatro, deixo de fazer muitos trabalhos por conta do tempo. O curta-metragem, me permite ir e voltar. Experimentar novas linguagens, trabalhar com novos diretores, e sempre aprender com o novo. É parecido com o teatro, no sentido de ser muito artesanal, muitas vezes quase que familiar e amador no sentido literal da palavra. Por isso me sinto em casa. 

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Tenho muito sorte nos trabalhos em que me envolvo. Quando aceitei fazer meu primeiro curta-metragem como ator ("Mar Exílio" de Eduardo Morotó,  aceitei porque o roteiro que recebi me encantou. Não conhecia o Morotó, era o primeiro trabalho dele, e não sabia onde estava pisando. Ali aconteceu um trabalho lindo. Cinema de verdade, onde as coisas se transformam, e um tempo dilatado de criação e mergulho naquela história. Foi uma experiência muito forte. O Morotó me chamou pra fazer a trilha, também. Daí nasceu uma parceria, que tenho muito orgulho. Depois desse, foram mais três curtas com ele, em que compus a trilha sonora original, e mais um como ator ("Todos esses dias em que sou estrangeiro").  Esses trabalhos são extremamente autorais, e me levaram para outros trabalhos em curta-metragem, e para outros trabalhos com trilha sonora. Daí percebi como esse mercado era um espaço fantástico para mostrar meu trabalho, sem concessões. 

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que a vida do cinema no Brasil nunca foi fácil. Hoje não é diferente. É romântico fazer cinema.Cinema independente então....   Os curtas não têm espaço, assim como o teatro não tem, e a música instrumental também não. Só tem espaço o que é produto, feito pra vender. E eles vendem o que lhes convém. Basta ver as  matérias na capa dos principais jornais do país,  distorcendo tudo o que acontece. O problema não é dos curtas-metragens. 

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Na utopia seria fantástico a TV aberta, por exemplo, dando espaço para curtas-metragens. Mas dentro da realidade eu vejo o curta muito inserido hoje na internet. Hoje é muito mais fácil teu trabalho ser visto. Tem curtas que tem mais de um milhão de visitas no Youtube! É uma bela bilheteria.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
A maioria dos curtas que vejo, são muito autorais e experimentais. O compromisso com o resultado do trabalho não é com um patrocinador, nem com nenhum fim comercial. É o lugar onde ainda se pode, e deve, se arriscar.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acaba que o curta circula pelos festivais, e ali surge uma vitrine para o trabalho dos curta-metragistas.  Nunca fiz um curta pensando em um longa.  Mas as pessoas que fazem cinema acabam conhecendo teu trabalho ali.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Essa é uma pergunta difícil. Tem só um princípio básico que eu acredito. Trabalhar. Tem muita gente boa por aí.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Por enquanto gosto do espaço que estou. Tenho a sorte de trabalhar com diretores que admiro, e sempre cercado de muita gente boa no que faz. Eu gosto muito de fazer parte.

Nelzinha Espetáculo


Atriz. Produz e atua em um monólogo em homenagem a Chaplin.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Foi meio sem querer que surgiu a oportunidade. Fui convidada pelo meu diretor de teatro , fiz um teste e deu certo.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Coisas novas, interessantes, seguir um caminho novo. Ser vista. Acrescentar alguma coisa pro mundo ser melhor.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que eles estão mais preocupados com produções caras e esquecem que um curta principalmente se for de baixo custo não vai dar ibope. Tenho certeza que estão enganados, pois tem muita gente boa nessa.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
A primeira coisa seria divulgação, talvez em praças públicas, espaços culturais abertos, escolas, aqui no interior pelo menos a divulgação é péssima.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida. Acho que da pra fazer muita coisa. Se der certo é gol, se não fica a experiência e a certeza de que tem que melhorar.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Pode ser que sim, mas não necessariamente. Às vezes pode ser uma coisa pequena que fica legal num curta e se virar longa vai ter que encher linguiça, acho que aí perde o sentido.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Duas xícaras de farinha.... Não é assim né. Infelizmente o nosso povo ainda não tem uma cultura para aceitar esse tipo de trabalho como profissão.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Dirigir não, penso em atuar. Gosto muito do teatro, mas acho que no curta tem como você interpretar bem e passar a mensagem que se quer.

Mariana Loureiro


Formada em Artes Cênicas pela ECA-USP (2000), Mariana, atuou em diversos espetáculos teatrais, integrou o CPT dirigido por Antunes Filho realizando temporada no Brasil e Espanha. Convidada para integrar a companhia teatral do Riverside Studios, atuou em três espetáculos em Londres. Recentemente, esteve em cartaz com “Rua do Medo” de Leonardo Cortez (indicado ao prêmio Shell). No cinema, estreou no longa "Abril Despedaçado" de Walter Salles . Seguiram-se "De Passagem" de Ricardo Elias, "1,99 - Um Supermercado..." de Marcelo Masagão e "Garotas do ABC" de Carlos Reichenbach. Além destes, participou das séries “Casualty”da BBC de Londres, “9mm”da FOX e atuou em diversos curtas-metragens, incluindo produções no Reino Unido e Praga. O último deles dirigido por Fernando Meirelles. É protagonista de "Carmo", longa-metragem de Murilo Pasta, uma coprodução Brasil/Espanha/Polônia, vencedor do prêmio de público da Mostra Internacional de Cinema de SP, selecionado, entre outros, para os Festivais de Sundance, Seattle, Guadalajara, Praga, Festival Latino-americano de SP, Raindance (Londres) e Hollywood Brazilian Festival. Atuou, junto com Regina Duarte, no espetáculo “Bem-Vindo, Estranho” da autora britânica Angela Clerkin e direção de Murilo Pasta.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
No começo da minha carreira, enxergava o curta como uma possibilidade de exercitar a atuação para cinema. Participei de muitos curtas na ECA-USP, projetos praticamente sem orçamento. Hoje em dia, meus critérios são mais rígidos, pois muitos curtas que eu fiz nunca foram finalizados e isso causa uma certa frustração.
Procuro sempre partir do meu interesse pelo roteiro e saber quais são as pessoas envolvidas. Muitas vezes, a produção não tem grana, mas o roteiro, os personagens são apaixonantes. Aí fica difícil dizer não.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Sempre foram muito intensas, geralmente temos pouco tempo para filmar e as condições não são ideais. Mas, pra mim, isso não faz muita diferença quando a equipe está sintonizada e focada. Já filmei em outros países e a dinâmica é muito parecida.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Os críticos, hoje em dia, são uma tristeza. É muito difícil achar quem realmente entenda de cinema e tenha sensibilidade. Acho que a falta de atenção está diretamente ligada à falta de distribuição.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Em alguns países, os curtas que foram premiados em festivais vão para as salas de cinema e passam antes dos longas. Essa seria uma maneira de ir além dos festivais.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida! Acho que o medo de errar também está presente na produção de um curta, pois as dificuldades de conseguir recursos e finalizar a produção também são imensas. Porém, geralmente não temos um produtor pensando quanto dinheiro ele vai fazer com o filme e quais concessões devem ser feitas.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acho que o curta pode ser um espaço de exercício para todos os profissionais, mas não deve ser encarado apenas dessa forma. O curta deve ser uma escolha de formato, deve vir da necessidade de contar uma história curta, da urgência, da paixão. A consequência disso pode ser o projeto de um longa, mas a jornada também é longa.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
(Risos). Se eu soubesse…

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei, mas quem sabe.

André Hendges


Ator formado em Artes Cênicas pelo Curso Técnico Profissionalizante da Escola Superior de Artes Célia Helena, com pós-graduação Latu Senso em Direção Teatral pelo Teatro Escola Célia Helena, em 2012. Também é jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi, em 2009.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Tento estar sempre em cartaz no teatro ou ensaiando, mas tem aquelas épocas onde a próxima peça demora a aparecer e é preciso exercitar o ofício. As produções de curtas em que participei surgiram nesses momentos.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Trabalhei em três curtas como ator. Um deles foi filmado em São Thomé das Letras, cidade mineira que eu não conhecia e que agora recomendo a visitação. Outro filme foi selecionado para o Festival Internacional de Curtas de São Paulo, ocasião onde pude me ver pela primeira vez em uma tela de cinema! Todos foram boas experiências.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não temos um jornalismo especializado no segmento porque o segmento não recebe a devida atenção.  Alguns canais da TV a cabo tem assimilado muito bem a transmissão de curtas-metragens e documentários, por exemplo, mas a iniciativa tem pouco alcance. É algo que ainda está distante do grande público que acaba descobrindo na programação da televisão aberta entretenimento satisfatório às suas exigências. Existem dezenas de revistas especializadas em novelas porque este gênero recebe bastante atenção da agenda pública. Entretenimento vende, cultura nem sempre.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
No cinema! Onde estão os curtas nas salas de cinema? Esse lugar precisa ser reconsiderado.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Quando a produção é feita na raça, sem verba, o filme se ocupa em transmitir exatamente o que quer transmitir. Sem floreios ou adaptações, não sofre qualquer tipo de ingerência justamente por não ter o rabo preso com a grande mídia ou com algum patrocinador. O curta nasce livre e se abre como um campo infinito de potência criativa. 

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Se for, comigo ainda não foi.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Se a coisa não se concretiza pelo talento artístico, há de se usar o sistema a favor e trazer o mercado para perto. 

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Adoraria. Aceito convites.

Acauã Sol


Ator. Integrante do elenco do Teatro Oficina, participando das montagens de "O Banquete" e da segunda parte da tetralogia sobre a atriz Cacilda Becker escrita pelo diretor José Celso Martinez Corrêa, "Cacilda!! Uma Estrela Brasileira a Vagar", entre outras.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Principalmente um bom roteiro, a possibilidade de experimentar, e a chance de conhecer quem serão os futuros profissionais da área de cinema. 

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
O legal dos curtas-metragens é que cada produção é bem diferente da outra. Por estarem começando, ou por já terem um estilo próprio, cada curta-metragista leva a produção de um jeito.  Muitas vezes por conta de orçamentos pequenos, ou praticamente nulos, é necessário ser muito criativo na produção, o que gera um frescor, e uma busca coletiva por soluções, o que é muito interessante. 

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral? 
É uma boa pergunta, não sei se tenho tanto conhecimento da indústria cinematográfica para responder, mas arrisco dizer que é uma questão cultural. Não se tem a cultura do curta-metragem no Brasil, na verdade não se dá valor a Cultura no Brasil em geral, e o curta-metragem sofre mais por estar na base da cadeia, mas esse descaso acontece com todas as artes em maior ou menor grau (eu venho do teatro). A produção de curtas-metragens, no seu geral, é um espaço de gente jovem começando, para experimentação. O que hoje a grande mídia se interessa em vender é celebridade, em formatos pop bem definidos e vendáveis. O interesse da grande mídia, e da sociedade em geral, não é por bem cultural, por obra de arte, mas pela cultura de celebridades, pela cultura de massa da TV. E esse é quase sempre o caminho oposto das produções de curta-metragem. Uma coisa não conversa com a outra.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público? 
O curta-metragem é um formato tão maravilhoso que ele pode ter a duração de um comercial, ou de um programa de televisão. Deveria existir uma lei que obrigasse as emissoras a darem uma porcentagem dos minutos que elas vendem pra publicidade, para exibição de obras curtas de audiovisual, de preferência brasileiro. Talvez até o caso do ministério da cultura subsidiar o custo desses minutos nas grandes emissoras, e escolher o conteúdo através de edital. Ideia que me surgiu agora. Algo parecido deveria acontecer em todas as redes de salas de cinema, ser obrigado a passar um determinado tempo de curta-metragem antes da exibição do longa.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação? 

Sem duvida nenhuma. Tem que ser. 
Se um curta simplesmente reproduzir todas as técnicas, formas e formatos das grandes produções ele perde a chance de fazer diferente, o que num curta, a meu ver, é essencial.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acho que o trampolim pra fazer qualquer coisa é sempre estar fazendo coisas, estar em movimento, fazendo de preferencia coisas diferentes. Nunca acreditei que tenha UMA coisa que vá me impulsionar pra onde quero, acredito que buscar estar sempre em movimento é a saída. Mas não há duvida que cada trabalho bem feito é um trampolim pro próximo.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Provavelmente não existe né? Mas se existe... eu não tenho como dar a receita de um prato que ainda não preparei. Mas já estou tentando descobrir os ingredientes!

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso bastante nisso, porque me interesso muito por varias áreas do set. Já sou fotógrafo por hobby, gosto da direção, quero aprender a montar, mas tenho muito pra fazer e experimentar na atuação ainda, ainda vou ficar só nela por um tempo. Portanto, podem me chamar, estou aceitando convites para filmes! (risos).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

interrogAção


Hytagiba Carneiro atuou em vários filmes na Boca do Lixo. Mais conhecido como Giba ou Gibão, firmou uma sólida parceria com o cineasta Tony Vieira.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

interrogAção


Entrevista com a atriz Liza Vieira, da Boca do Lixo, que atuou em “O Inseto do Amor”, de Fauzi Mansur, e “Paixão e Sombras” (1977), de Walter Hugo Khouri.

domingo, 22 de novembro de 2015

R.F.Lucchetti


Entrevista que Rubens Francisco Lucchetti concedeu ao blog "Melvin Menoviks": http://melvinmenoviks.blogspot.com.br/2015/11/entrevista-com-r-f-lucchetti.html#more


Giovana Echeverria


Atriz. Recentemente produziu e atuou no curta ‘Flagra’, de Rene Belmonte. Participou da série ‘Meus Dias de Rock’, no Canal Brasil. Protagonista do filme ‘A Superfície da Sombra’, baseado no livro homônimo de Tailor Diniz, direção de Paulo Nascimento.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
As possibilidades, arriscar novas linguagens, mas principalmente o que está sendo dito, tanto no curta como em qualquer outra produção, eu preciso acreditar no que está sendo contado.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem
Tenho uma admiração gigante pelo formato curta-metragem, porque meu primeiro contato com audiovisual como atriz foi em um curta. Recentemente a minha primeira experiência como produtora foi com um curta, e logo-logo a primeira experiência como diretora será com um curta. Então quer dizer... Acho que estamos namorando, espero que dê casamento, que a relação seja aberta, e que não tenha divorcio, antes das bodas de prata. Já tive grandes prazeres, como tive desprazeres, já fiz com grana, sem grana, sempre houve aprendizados. Acho um grande exercício, e sinto que é um bom lugar para avaliarmos a evolução do nosso trabalho.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Eu sinceramente não sei. Não sei nem se eu concordo que com essa afirmação. Por exemplo ultimamente o que mais tem chamados atenção das mídias alternativas, são os mini metragens, existem grandes sites abrindo espaço para isso, se quisermos produzir hoje, apenas para postar na internet, um grande publico terá acesso. O que a 30 anos atrás era impossível, éramos dependentes do radio e televisão e jornal. Acho que esse tipo de produção tá ganhando espaço. Sou otimista! Acho que a tecnologia veio a nosso favor, para disseminar a informação. Mas se não estamos falando de mídia em geral, e sim de mídias isoladas como emissoras de televisão, aí realmente eu não sei. Mas intuo  que o publico de televisão ainda está acostumado com  sensacionalismo e não dê espaço para as sutilezas da linguagem cinematográfica. Mas no fundo não posso generalizar, pois eu mesma tive influencias positivas da televisão no Rio Grande do Sul, que até hoje estimula a produção, e exibe dois programas só de curtas.

Há pouco tempo também, a televisão fechado criou um canal só de exibição de curtas-metragens, também temos o Canal Brasil, um grande apoiador. Também não podemos ignorar que estamos passando por um período politicamente precário. Isso deve interferir diretamente no apoio da mídia, para produções independentes, afinal um curta pode passar uma forte impressão em pouco tempo, e sabe se lá do que...Pelo pouco que estudei o cinema brasileira perdeu força, principalmente depois do golpe, com censura e repressão. Acho que ainda colhemos frutos disso.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Como já está sendo feita, aos poucos, pelos canais de internet, televisão, e acho que todo filme exibido aqui deveria ter um curta antes de começar, nacionais e importados.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sim com certeza! E sou super a favor de fazer um pouquinho de cada coisa dentro disso, pois depois de experimentar, você se colocar sob uma nova perspectiva na sua função.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Um trampolim eu não eu sei, acho que cada curta é passo, de passinho em passinho dá pra chegar. É um bom exercício.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Conhecimento e fé, com pitadas de amor.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim, logo-logo vou dirigir “Doses Homeopáticas” de Jeyce Valente.

Marcos Manrai


Ator. Atuou no espetáculo teatral “Sex and the Sampa 2”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Aprender uma nova linguagem. Hoje o ator tem o cinema, teatro, comerciais, TV, curtas... são universos que vão surgindo e ampliando nossa capacidade de criar. Ferramentas que nos possibilitam ultrapassar fronteiras do pensamento. Com  o curta você trabalha com o micro que é o longa-metragem. É questão somente de escala.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Fiz vários, principalmente com garotos bem jovens. Vi uma paixão que normalmente só encontro no teatro. Um ato  de afirmação. A única queixa é que depois eles esquecem de me mandar uma cópia.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Por que ainda não conseguiram encontrar o seu "time".

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Descarregar na internet, metros, escolas, dentro dos ônibus que hoje tem TV. Tem que descobrir o tempo de duração ideal.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Descarregar na internet, metros, escolas, dentro dos ônibus que hoje tem tv. Tem que descobrir o tempo de duração ideal.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Sim. As ferramentas são as mesmas. Questão de tamanho do orçamento disponível.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Fazer o que o povo quer ver. Descobrir as características do público alvo. Principalmente, descobrir o tempo de duração ideal. Pesquisar temas cotidianos das pessoas. Ou seja, o que a TV conseguiu.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso sim, mas hoje eu tenho um CD de música para gravar.

Gerson Almoster


Ator. Atuou nos espetáculos teatrais “Baixo Augusta”, “Retratos e Canções”, entre outros.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Não tenho muita experiência com curtas metragens. Só participei de duas produções até hoje. Por falta de oportunidade mesmo. Destas que participei, foi uma experiência bem interessante e enriquecedora.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não há incentivo para os curtas. As políticas culturais viabilizam produções com atores que tenham visibilidade na mídia. Não há incentivo para as produções independentes. Isso não é uma exclusividade do cinema ou dos curtas-metragens, pois verificamos essa mesma situação no teatro. Quando a produção conta com um ator/atriz mais conhecido, as portas para obtenção de patrocínio está garantido. As empresas querem ter suas marcas vinculadas a personalidades com viabilidade na mídia.  

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Os curtas deveriam ser veiculados na TV aberta, ente intervalos da programação normal. Outra possibilidade é incluir os curtas na programação dos cinemas, a exemplo do que o Unibanco fazia, no “Curta às Seis”, ou mesmo antes da exibição dos longas. Ao invés de bombardear o público com trailers de filmes, aproveitar esse momento para apresentar curtas.  

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acredito que sim. Por ser um trabalho independente, o profissional tem mais liberdade para experimentações.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Creio que possa ser sim. Há muitos curta metragens de qualidade, dirigidos por profissionais talentosos e que foram até premiados. A partir daí, pode-se encontrar acesso para a realização de um longa.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Um bom roteiro e uma equipe talentosa e empenhada em realizar o trabalho.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Gostaria mais de trabalhar como ator em curtas. E adquirir mais experiência.

Rodrigo Arijon


Ator e cineasta. Atuou nos curtas-metragens "Às 7, às 3 e às 11", de Renato Chiappetta, "9:32 a.m", de Alex Miranda e "Fim", de Peppe Siffredi e Marcelo Mesquita.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
São diversos fatores, desde amizade e afinidade com os realizadores, enxergar a proposta como um desafio... mas acima de tudo tem que ter uma boa ideia no roteiro. Algo diferente. Até porque eu acredito que o formato curta-metragem é incrivelmente mais difícil de se acertar do que um longa-metragem. Claro, o longa é muito mais complexo do ponto de vista logístico e financeiro, mas todo mundo (equipe e público) entendem o formato. Ou, pelo menos, sabem o que esperar dele.

No curta, é difícil acertar a mão. É um formato de "fácil" realização, mas enquanto estrutura narrativa é um tanto complexo. Pela curta duração, é difícil desenvolver com propriedade personagens ou histórias de forma satisfatória. É mais complicado de envolver o público, fisgá-lo. É mais fácil trabalhar com uma situação, um momento, ou até mesmo a estrutura de uma anedota, que talvez tenha uma grande surpresa ou punchline no final. Ou partir para algo mais experimental mesmo.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Trabalhei em alguns curtas, sejam de amigos, ou de diretores com quem havia trabalhado em outras produções. É sempre prazeroso participar de um curta, pois cinema é trabalho de equipe, colaborativo. Cada um é uma peça de uma grande engrenagem, num esforço colaborativo. Destaco "Às 7, às 3 e às 11", de Renato Chiappetta, "9:32 a.m", de Alex Miranda e "Fim", de Peppe Siffredi e Marcelo Mesquita. O tempo é sempre curto, as condições não costumam ser ideais, mas estamos sempre buscando a melhor forma de se fazer um bom trabalho, independente da situação. Aliás, o "fazer cinema" não costuma ter muito glamour não! Mas fazemos por paixão.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque é um formato comercialmente difícil. Afinal, como você vai vender um curta? E onde vai exibi-lo? Se isso não está muito bem resolvido, por que a mídia dará atenção a algo que não consegue encontrar o seu público?  Ao mesmo tempo, sem divulgação não se consegue exibição. É como a questão do ovo e da galinha. Salvo alguns raros programas de TV, não é muito fácil assistir um curta fora do circuito de festivais. Mas a internet, e principalmente plataformas de vídeo como YouTube e Vimeo, mudaram bastante esse cenário.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Como acabei de mencionar, a internet hoje em dia permite que um grande número de pessoas possa ter acesso a curtas-metragens. Isso era inviável tempos atrás. É fácil você esbarrar com algum curta desconhecido no YouTube e descobrir algo bastante interessante. Foi assim, por exemplo, que descobri pequenas jóias de um excelente produtora australiana, a Blue-Tongue Films (http://www.youtube.com/user/bluetonguefilms). Um conglomerado de cineastas inquietos, que realizam curtas inventivos e com bastante frescor narrativo. Adoro recomendar esse curtas, então vou tomar esse espaço para isso também:

- Spider, de Nash Edgerton:  http://www.youtube.com/watch?v=Jmbv8kevQ-E

- I Love Sarah Jane, de Spencer Susser:  http://www.youtube.com/watch?v=gYxs7Y7ulrM

- e Miracle Fish, de Luke Doolan (que foi indicado ao Oscar, inclusive): http://www.youtube.com/watch?v=9cpKY2XI1NY

A internet tem sido, cada vez mais, a melhor plataforma para divulgação de trabalhos mais autorais. É extremamente democrática.

Mas fico imaginando que, além disso, uma boa ideia seria atrelar a exibição de curtas antes dos longas-metragens. Como a Pixar faz com suas animações: sempre tem um curta antes do filme em si. Os estúdios e produtores poderiam pensar em associar curtas de forma temáticas aos longas-metragens. Pensando na forma mais simples: curtas de terror junto de longas de terror, e assim por diante. E nos lançamentos em DVD e Blu-Ray, o mesmo raciocínio.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acredito que sim. É um dos principais espaços para isso. Não existe a cobrança de algum grande estúdio por trás, nem a obrigação de retorno financeiro durante sua trajetória comercial. Então, por que não se arriscar mais do que o normal? 

Me lembrei agora de uma esquete que praticamente virou um curta, tamanha a originalidade e a inventividade do resultado. Chama-se "Eu Já Sabia" (http://www.youtube.com/watch?v=t4bBih0w-ic), do grupo Olaria GB. O diretor dessa pérola, Daniel Nascimento, acertou na mosca. É um tanto experimental, e ao mesmo tempo busca um diálogo com o espectador. É um achado.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Seja para atores e diretores (assim como outras funções), é um excelente trampolim. É uma vitrine do seu trabalho. Do que você pode fazer, ainda mais com pouco tempo de filmagem e poucos recursos. Talvez seja o caminho mais natural a se percorrer: fazer alguns curtas, e depois ir para os longas.  Aliás, muitos curtas servem de base para se desenvolver longas com a mesma trama e mais profundidade. Filmes como “Boogie Nights”, “Jogos Mortais” e “Distrito 9” foram baseados em curtas dos mesmos diretores.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Entender o público e não subjugá-lo. Não é porque o brasileiro assiste Zorra Total que ele só pode apreciar um humor popularesco e sem qualidade, por exemplo. Inúmeras comédias, com qualidade artística sofrível, são despejadas nos cinemas ano a ano, sem dó.  Parece que só fazem filmes excessivamente comerciais, ou filmes intelectuais demais. Não existe filme médio no Brasil. E acredito que esse meio termo é que ajudaria a fomentar uma indústria cinematográfica mais forte. E sair da mesmice dos temas. Por exemplo, nunca deixarão de fazer filmes sobre a ditadura e seus efeitos, mas que busquem outros assuntos ou mesmo outras visões. Chega de olhar sempre para o passado, e no mesmo momento histórico. Que se investigue o cinema de gênero também. Para o cinema brasileiro andar com as próprias pernas, ele precisa saber se vender. E buscar esse diálogo com o público.

Talvez o melhor exemplo disso tudo seja “Cidade de Deus”, do Fernando Meirelles. Um assunto já batido (favela, tráfico, pobreza), mas feito com um olhar absolutamente inovador, tanto no roteiro como na direção e nos aspectos técnicos. Aliás, a qualidade técnica do filme é assustadora. Tanto é que foi indicado para diversos Oscars. E tudo isso sem um grande nome conhecido no elenco. E Meirelles também não era conhecido do grande público. Resultado: sucesso de bilheteria.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Já dirigi dois curtas. Um deles, chamado "Pong Pong", inclusive serviu de inspiração para "Às 7, às 3 e às 11", que já mencionei. Mas já faz bastante tempo. Gostaria de dirigir mais algum, sim. Ideias na cabeça não faltam. Quem sabe logo mais? Ainda mais agora, que a internet permite todo esse alcance.

Pedro Paulo Fermer


Ator. Atuou no espetáculo teatral “Coriolano”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O fazer, o amor ao oficio. Geralmente sou convidado por amigos e por estudantes. Em geral são trabalhos de caráter conclusivo de cursos.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Minha experiência na área de curtas, se deu inicialmente na faculdade, onde fui convidado para participar de trabalhos de conclusões de cursos. Depois agi noutros fora do âmbito universitário, seja dirigindo, atuando ou até mesmo na produção.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Raramente existem ações do tipo para os curtas. A sociedade artística e os meios de comunicação estão voltados geralmente para longas importados, produções nacionais de destaque, etc. Não exploram os curtas, tampouco conferem a eles seus devidos valores, exceto em casos atípicos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Precisa de mais espaço , promoção, incentivos, para levar ao publico os curtas. Seja nas escolas, universidades, centros de convivências e nos centros de convivências, TV aberta e a criação de mais festivais de curtas. O Brasil carece de mais politicas publicas e incentivos para a realização e viabilização dos curtas em todas as suas etapas

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Ele pode ser uma ferramenta de grande valia para o fazer artístico e sobretudo para explorar a liberdade do experimento. 

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Pode ser um degrau, um passo. 

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Existem novos meios e possibilidades para o fazer. A receita, acredito eu, que ainda esta em fase de descoberta. É um desafio cada empreitada, uma vez que há uma desigual distribuição de verbas para o audiovisual. 

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso. Estou escrevendo um roteiro e planejado a realização do mesmo.